Urandir – 10o dia Diário de Bordo 7a Expedição Zigurats – Turquia 2013


No nono dia da Expedição Zigurats – Turquia – A terra de gigantesUrandir - Detalhe de Imagem em alto relevo em monolito em Göbekli Tepe - Sítio Arqueológico na TurquiaUrandir e a equipe de pesquisadores do Projeto Portal rumaram para  que é o topo de uma colina onde foi encontrado um santuário no estilo Stonehenge , no ponto mais alto de um encadeamento montanhoso que forma a porção mais a sudeste dos montes Tauro, a aproximadamente 15 km a nordeste de Şanlıurfa (Urfa) no sudeste da Turquia.

O sítio arqueológico, que está sendo escavado por arqueólogos alemães e turcos, está intrigando os arqueólogos e pesquisadores pois é diferente de tudo o que já foi visto até hoje, revolucionando o conhecimento do neolítico e as teorias sobre o início da civilização. As descobertas também têm um importante impacto sobre a história das religiões. Tem se especulado na mídia estrangeira conexões com o famoso Jardim do Éden bíblico.

Göbekli Tepe já havia sido notada por uma pesquisa arqueológica norte-americana em 1964, que reconheceu que a colina não poderia ser inteiramente natural, mas presumiu que anomalias do terreno eram apenas um cemitério bizantino abandonado. Desde 1994 escavações tem sido conduzidas pelo Instituto Arqueológico Alemão e pelo Museu de Şanlıurfa, sob a direção do arqueólogo alemão Klaus Schmidt (1995-2000: Universidade de Heidelberg, desde 2001: Instituto Arqueológico Alemão). Schmidt diz que os fragmentos de rocha na superfície do monte fizeram com que tivesse certeza de que se tratava de um sítio pré-histórico. Antes disso o monte estava ocupado por culturas agrícolas. Gerações de habitantes locais frequentemente moviam rochas e as empilhavam para limpar o terreno e muita evidência arqueológica pode ter sido destruída no processo. Acadêmicos da Universidade Karlsruhe de Ciência Aplicada começaram a documentar os restos arquitetônicos. Logo foram descobertos pilares em forma de T, alguns dos quais apresentando sinais de tentativas de esmagamento.

As escavações sugerem fortemente que Göbekli Tepe era um local de culto – o mais antigo já descoberto até hoje. Até que as escavações tivessem começado, não se imaginava possível um complexo nessa escala para uma comunidade tão antiga. A grande sequência de camadas estratificadas sugere muitos milênios de atividade, talvez desde o mesolítico. A camada inferior com indícios de ocupação humana mais antiga  continha pilares monolíticos ligados por paredes construídas grosseiramente para formar estruturas circulares ou ovais. Até agora, quatro construções como essas foram desenterradas, com diâmetros entre 10 e 30 metros. Pesquisas geofísicas indicam a existência de mais 16 estruturas.

A segunda camada, datada do Neolítico Pré-Cerâmico B ( 7.500 – 6.000 a.C), revelaram várias câmaras retangulares adjacentes com pisos de cal polido, reminiscências de pisos em estilo ‘terrazzo’ romanos. A camada mais recente consiste de sedimentos depositados pela erosão e pela atividade agrícola.

Os monolitos são decorados com imagens em alto relevo esculpidos de animais e pictogramas abstratos. Sabe-se que realizar entalhes em pedra em alto relevo com perfeição é muito díficil. Os sinais não são classificados como escrita, mas podem representar símbolos sagrados amplamente compreendidos, por analogia com outros exemplos de arte rupestre do neolítico.

Os relevos representam lagartos, leões, touros, raposas, gazelas, burros, serpentes e outros répteis, insetos, aracnídeos e pássaros, particularmente abutres e aves aquáticas. Os abutres aparecem com destaque na iconografia de Çatalhüyük não muito longe dali. Acredita-se que nas culturas neolíticas do sudeste da Anatólia os mortos eram deliberadamente expostos para serem devorados por abutres e depois enterrados. A cabeça do cadáver era às vezes removida e preservada – possivelmente como um sinal de culto aos ancestrais.

Poucas formas humanóides foram desenterradas em Göbekli Tepe mas estas incluem relevos de uma Venus accueillante — o termo de Schmidt para uma mulher em uma pose sexualmente provocativa — e pelo menos um cadáver decapitado cercado de abutres. Alguns dUrandir - Urandir mostra marcas circulares em Göbekli Tepe - Sítio Arqueológico na Turquia - simlilares aos encontradas na fazenda do projeto portalos pilares em forma de ‘T’ tem ‘braços’ esculpidos, o que pode indicar que eles representam humanos estilizados. Outro pilar é decorado com mãos humanas no que poderia ser interpretado como um gesto de oração, com uma estola ou sobrepeliz gravada acima, o que pode representar um sacerdote.6
Datação

A Camada do assentamento do Neolítico Pré-Cerâmico A (PPNA, na sigla em inglês) foi datado por volta do ano 9.000 a.C.. Há também restos de casas menores do Neolítico Pré-Cerâmico B e alguns achados epipaleolíticos. As datações foram realizadas através de testes de carbono 14.

O que deixa a pergunta no ar é que civilização de 9 mil anos construiria monumentos com essas características tão perfeitas até para os dias atuais, sendo que a história afirma que a 11 mil anos atrás o homem estaria mal saindo das cavernas. Vale a pena refletir sobre isso. Durante a visiata a equipe teve a oportunidade de entrevistar o arqueólogo alemão Klaus Schmidt que comentou sobre seu trabalho.

Um fato que deixou intrigados Urandir e osUrandir - Casas típicas com teto abobadado na cidade de Harram na Turquia pesquisadores do grupo é que no local foram encontradas marcas circulares em baixo relevo similares às encontradas na Fazenda do Projeto Portal em Corguinho – MS.

Após a pesquisa em Göbekli Tepe, a equipe partiu para a Província de Harran, árida região quase com fronteira com a Síria, local onde acredita-se que Abrahão viveu e onde foi construída a primeira universidade do Mundo. Em Harram o grupo visitou as tradicionais  casas com teto abobadado em forma de colméia, construída sem qualquer madeira, usando esterco, palha e barro. Seu design permite que o interior seja fresco. Acredita-se que essas casas sejam construídas nesses moldes já há 3 mil anos. No entanto essas casas são usadas atualmente apenas para passeios turísticos, pois a maioria das pessoas de Harran vive em uma pequena cidade construída a cerca de 2 quilômetros do local.

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bibliografias:
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