Erupções de vulcões podem ser previstas 388


Fonte: BBC e Naturlink

altDe acordo com um novo estudo publicado na revista Nature, as erupções dos maiores vulcões do planeta podem ser previstas com várias décadas de antecedência. Estes vulcões podem produzir gases e cinzas suficientes para mudar temporariamente o clima da Terra.
Os vulcanólogos referem-se à história dos grandes vulcões como “erupções formadoras de caldeira” uma vez que o magma é tão volumosos que deixa uma depressão massiva na superfície terrestre conhecida como caldeira.
Os grandes vulcões do planeta, denominados supervulcões, quando entram em erupção podem provocar destruição a nível global. Estes vulcões podem permanecer centenas de milhares de ano adormecidos antes de ocorrer uma erupção.
Os investigadores acreditam que os registos sísmicos e outro tipo de leituras podem ajudar-nos a prever uma erupção com alguns meses de antecedência. Agora, um novo estudo publicado na revista Nature sugere que podemos antecipar estes eventos muito mais cedo.
Análises realizadas a cristais de rochas na ilha de Santorini, na Grécia, sugerem que as erupções são precedidas de um grande desenvolvimento de magma debaixo do solo que pode ser detetado através de equipamentos modernos.
“Quando os vulcões acordam e o magma começa a subir até à superfície, a quebra das rochas envia sinais”, explicou o líder do estudo Tim Druitt da universidade Blaise Pascal, em França. “Obtemos sinais sísmicos que podem ser detetados tais como deformação da superfície e aumento da emissão de gases à superfície. A questão que se coloca é o que acontecerá em profundidade antes destas grandes erupções. A visão clássica é que durante longos períodos de repouso ao longo de milhares de anos, o magma acumula-se lentamente a alguns quilómetros abaixo da superfície até que finalmente explode.”
“Descobrimos que há uma fase de aceleração da acumulação de magma numa escala temporal de algumas décadas e, isto é surpreendentemente curto dados os milhares de anos de repouso que precedem a erupção. Todos os cristais no magma cresceram algumas décadas antes da erupção.”
As caldeiras, antigos locais de erupção, são encontradas em todo o mundo, embora os especialistas acreditem que os vulcões que lhes deram origem estão todos inativos atualmente. Estes incluem locais no Parque Nacional de Yellowstone nos Estados Unidos, Campi Flegrei em Itália e Santorini na Grécia.
“O que sugerimos é que todos os vulcões caldeira, mesmo os localizados nas regiões mais remotas do globo, devem ser monitorizados através de equipamentos modernos e altamente sensíveis, de forma a ser possível detetar estes sinais profundos que podem sugerir uma reativação.”
“Estas novas evidências retiradas dos minerais parecem reforçar a ideia desenvolvida nos últimos anos que os grandes sistemas de magma despertam de longos períodos de repouso pouco tempo (meses, anos ou décadas) antes da erupção”, refere o vulcanólogo  David Pyle, da Universidade de Oxford, num comentário a este estudo.
Agora o próximo desafio é tentar compreender o que causa esta aceleração na acumulação do magma.(Fonte: http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/Erupcoes-de-supervulcoes-podem-ser-previstas?bl=1)


bibliografias:
Urandir - Urandir site Urandir
Urandir Ufologia Urandir
Urandir web archive - Urandir web link Urandir | Projeto Portal | Urandir Oliveira | Urandir Fernandes de Oliveira